terça-feira, 8 de dezembro de 2015

poesia na biblioteca de são paulo

Antes que o ano acabe, faço aqui um convite aos meus vocacionados, parceiros de trabalho e escrita - e a mais quem queira falar de escrita.

Nessa quarta, dia 9, às 18h, falarei de poesia, ao lado de Kiko Rieser, na Biblioteca de São Paulo. A ideia é partir dos nossos livros, "Lapsos" e "Cartográfico", que receberam um ProAC de Criação Literária no ano passado e estão em fase de finalização. 

A mediação será do poeta Frederico Barbosa.
 

Se puderem, apareçam! 

Carla Kinzo
A.O. de Literatura | Bibliotecas Nuto Sant'Anna e Padre José de Anchieta

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

nossa publicação ficou pronta!

Ficou linda a publicação do Vocacional Literatura, com textos produzidos pelos vocacionados ao longo deste ano! Nós, da Biblioteca Padre José de Anchieta, participamos com o texto do Douglas Oliveira, "A privada é privacidade".
Os exemplares podem ser retirados gratuitamente na Biblioteca. Corre lá!

terça-feira, 1 de dezembro de 2015


Olha pessoal: nesse dia 5/12, 10h, na Biblioteca Nuto Sant'Anna, vai ter uma conversa sobre o VAI, com grupos vocacionados contemplados. Apareçam!

segunda-feira, 23 de novembro de 2015



Entrevista com o Sr. Pato

O jornalista novato, que começará sua carreira como estagiário, decidiu fazer uma entrevista com o Sr. Pato para obter mais experiências.

Logo iniciou suas perguntas:

-Sr. Pato, qual o seu nome?
-Quarlos Quaquim Quaquoso.

-Quantos anos o Sr. tem?
-Qua-Quatorze anos.

-Onde você mora?
-Em Quarapicuiba.

-O que gosta fazer?
-Qua-Quaminhar.

-O que o Sr. gosta de ler?
-Qua-Quadrinhos.

-Gosta de esportes, qual?
-Qua-QuamisBol.

-O que gosta de comer?
-Que-Queijo Quoalho.

-Tem amigos? Quantos?
-Qua-Quatro, Quaquado, Quaquem, Quaquinto e Quaquoso.

-Você se considera um animal feliz?
-Quase.

-Por que quase?
-Porque querem me Quatar para Quomer!

Douglas Oliveira

segunda-feira, 16 de novembro de 2015


Infância e juventude sadias e solidárias

Brincar, Brincar e Brincar!
Era uma vez das principais atividades do meu cotidiano.
Tive uma infância e juventude bem divertidas e saudáveis.
Lembro-me de uma passagem da minha juventude numa cidade do interior que estudava num colégio onde tinha muitas atividade em grupo, como: brincadeiras, danças, jogos e entre esses, o meu preferido era jogar ping-pong (tênis de mesa).
Participava de campeonatos e o nosso grupo se destacava com paixão dedicação e interesse...
Chegamos a ganhar medalhas pelo nosso desempenho e vibrávamos?
Quando encerrávamos a partida íamos direto para a cantina do colégio! Era divertido...
Dependendo do resultado, o nosso lanche ficava por conta do dono da cantina, como “prêmio” pelo nosso sucesso! Vivíamos num ambiente de muito amor, compreensão e afetividade.
Lembro-me agora do que escreveu a grande Ruth Rocha: “...a infância é um tempo muito curto, mas é um período em que se constrói o direito a felicidade”
E Vai mais além completando com a juventude cuja experiência posso dar o meu testemunho .
Realmente, o objetivo central do ser humano é a formação integral da criança para que venham a ser adulto sadios, conscientes, integrados, responsáveis, pela construção de uma sociedade construtiva e solidária.
Se quisermos paz, segurança, o caminho mais seguro é o da educação começando desde o útero da mãe: com o devido respeito a cada ser humano, sem “pular etapas da vida”, porque se pularmos haverá para sempre uma grande falha e consequentemente muito difícil de preenchê-la mais tarde...

Mariam Souza do Nascimento

Instruções para ler um livro

1º Passo

Com o livro em suas mãos, deslize-as sobre a capa e contracapa do livro para sentir sua textura.

2º Passo

Leia todas as informações na capa e contracapa, identifique bem o título e autor, leia a sinopse e levante expectativas relevantes sobre o livro.

3º Passo

Cheire o livro, isso mesmo, cheire sem medo. Sinta seu odor exalar das páginas. Feche os olhos por alguns segundos e pense como essa leitura te fará bem.

4º Passo

Folheie as páginas em seus ouvidos, conecte-se ao livro e sinta sua voz, seu sussurro, seu grito!

5º Passo

Comece a ler as páginas calmamente, abra sua mente para novos horizontes, mergulhe de cabeça na história, use a imaginação, viaje para novos mundos.

Boa leitura!

Douglas Oliveira

Instruções para peidar

Quando sentir que o momento chega, verifique se há alguém por perto. Nunca peide próximo de pessoas desconhecidas, pois você nunca saberá a reação delas. Se peidar perto de crianças, faça sem medo; assuma o peido de peito erguido e termine com uma piada sobre puns. Se peidar perto de amigos, realize o ato com cautela e cuidado, de uma maneira que não produza sons - e quando a fragrância subir, transfira a culpa para o amigo, sem receios. Se estiver em alguma comemoração familiar, solte o pum despreocupadamente, pois a família o peido perdoa normalmente. Se estiver em ambientes fechados com muito movimento, como elevador e metrô, nunca admita o peido mas, se for descoberto, argumente em sua defesa e diga: “peidar é humano, quem nunca peidou?”

Douglas Oliveira

segunda-feira, 9 de novembro de 2015


O ocorrido do velório


O velório do Sr. João tinha uma atmosfera esquisita. Marieta, a esposa do falecido, estava com receio de ir até o caixão. Ela tinha muito medo de mortos e, em seu cantinho, observava as pessoas se aproximando do falecido.
Alguém chegou perto, olhou para o morto e soltou um risinho; Marieta percebeu. Estranhou.
Outro sujeito se aproximou, olhou para o morto e sorriu; Marieta se indignou.
Quando a filha Carina, com o semblante decaído, foi ver o pai, deu algumas gargalhadas, altas o suficiente para chamar a atenção de todos. Marieta repreendeu a filha e, sem notar que estava se aproximando do caixão, disse:
Carina, como ousa dar risadas diante do caixão de teu pai; tenha educação, menina atrevida!
Mas, mãe – disse Carina, se recuperando das risadas – não fiz de propósito. Olha para o caixão!
Marieta espiou. E não conseguiu conter o riso.
Sr. João também estava sorrindo – e tinha um feijão grudado em um de seus dentes.


Douglas Oliveira da Silva

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Notícia bacana do Vocacional Literatura: teremos uma publicação com os textos dos vocacionados no fim do ano! Daqui de Perus, participaremos com um texto do Douglas. Mais notícias em breve...

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

A privada é privacidade



Na privada, Juaquim pensa: “Como é bom estar sozinho”. Ele não aprecia o transporte público: em direção à escola, quando pega o trem, diga-se de passagem lotado, sente que sua privacidade é perdida. Por um momento, sente saudades da privada, na qual pode exercer sua privacidade sem receios. Certa vez, alguém venho lhe falar de um assunto bem desconfortável, e Juaquim respondeu rapidamente: “Não me fale de seus problemas sexuais, preserve sua privacidade porque da minha não compartilharei”. Pensou consigo: “Que cara inconveniente! Vem relatar assuntos indecentes, não estou apto a ouvir esse tipo de gente!”. Alguns dizem que ele é só prevenido; outros que é problemático – mas no fundo, Juaquim é um solitário, que gosta de estar sozinho no sanitário. Na internet, por exemplo, só compartilha fatos; celular, só usa pra contatos; com a família, não tem muito relacionamento; com amigos, evita falar de sentimentos. Juaquim privatiza seus pensamentos.

Douglas Oliveira de Silva
Biblioteca Padre José de Anchieta

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Dos 5 ao 70


5 Anos - O Coelhinho da Páscoa

Com 5 anos de idade, eu me recordo na época da Páscoa, em uma aula na pré-escola, quando a professora falava sobre o coelhinho da Páscoa, pois ela havia dito que ele tinha aparecido mais cedo para trazer alguns chocolates para nós. Naquele tempo eu realmente havia acreditado, pois era uma criança de imaginação era fértil. Quando a professora distribuiu os chocolates, eu pensava: “como queria conhecer o coelhinho da páscoa pessoalmente...”.

15 anos – A lista de Alunos

Dos meus 15 anos me lembro de antes de começar as aulas, quando era publicada a lista de turma de alunos. Eu estava verificando em qual sala de aula eu havia sido colocado, admito que ficava um pouco ansioso com algumas pitadas de alegria, o motivo era bem claro. Eu não conhecia ninguém daquele turma, era um novo começar, e um desafio saber que teremos que fazer novos amigos, esses momentos antes das aulas começar sempre fazem meu coração acelerar.

20 anos – Biblioteca Secreta

Lembro de quando era funcionário de uma Editora de livros e revistas, era um prazer imenso trabalhar e fazer parte desta empresa. O que mais me marcou na empresa foi uma biblioteca que encontrei, em um lugar não muito conhecido e acessível na empresa, nessa biblioteca eu pegava vários livros emprestados, diga-se de passagem muito bons. Tenho certeza que muitos dos funcionários da empresa não conheciam a biblioteca e se conhecessem talvez não tivessem interesse nela, mas para mim era um privilégio poder pegar livros na biblioteca secreta.

40 anos - A aula de leitura

Com meus 40 anos de idade eu ministrava aulas em uma escola, e admito de peito erguido que amo ser professor, não a nada melhor nesse mundo, A aula foi um sucesso, estávamos estudando e comentando sobre o livro de aventura o Hobbit, o livro que escolhi para os alunos lerem aquele semestre, e para minha alegria, descobri que os alunos desfrutaram de uma ótima leitura, nos debates sobre o livro isso foi bem perceptível, mas o que mais me instigou foi alguns alunos que nem se interessavam por leituras, achavam àquilo chato, que começaram a se despertar para a leitura, senti como objetivo concluído, incentivar os alunos a gostarem de ler.

70 anos – O dia com os Netos

Um dia quando eu tinha 70 anos minha filha precisava fazer uma prova e resolver alguns problemas, deixou seus filhos comigo, meus netos. Foi um dia maravilhoso nunca vou me esquecer, pois nesse dia fizemos panquecas juntos, comemos e tomamos junto com chocolate, fizemos várias brincadeiras, com cartas e até de adivinhações, houve muito momentos de risadas e diversão, e para finalizar contei histórias para meus netos, histórias da minha vida, histórias que li, e também li para eles um livro que gosto muito, não a nada melhor do que ter um dia com os netos.

Douglas Oliveira da Silva

5/10/2015

Lembranças boas

Imagino que todos nós temos “lembranças boas”... e comigo não foi diferente, tive várias. Porém, o que me causou mais emoção, foi a chegada dos meus dois filhos: Maria Aparecida e Carlos Antônio (com uma diferença de um ano e meio para o outro), considerando assim a maior benção de Deus, porque eles trouxeram e ainda trazem muita alegria, prolongando assim a vida e o nome da família.
É por meio deles que a minha história continua e complemento com o Salmo 127: “Os filhos são um presente do Senhor; eles são uma verdadeira benção”.
Agradeço muito pelos meus filhos; e mesmo nos momentos de tristeza, impaciência, solidão... não perdi a capacidade de amá-los sem limites e jamais perdi a vocação para qual fui chamada a viver e testemunhar dentro do meu lar e da sociedade.
Considero como uma das realidades mais belas da vida humana, chave para todos os progressos pessoais, que é readquirir a beleza da família como centro do coração e início de toda transformação.

Mariam Souza do Nascimento

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

bibliotecas nas ruas | revista nossa ZN


Angélica Müller (jovem monitora da Biblioteca Padre José Anchieta, em Perus) e Mayra Guanaes (jovem monitora da Nuto Sant'Anna) em entrevista na matéria da Revista Nossa ZN, falando da ação Bibliotecas nas Ruas. E o Vocacional Literatura esteve junto!
Meninas de força!

terça-feira, 6 de outubro de 2015


Renan e Douglas

poesia pendurada





Intervenção poética na porta da Biblioteca!


Minha lembrança começa comigo, minha mãe e minha irmã. Estávamos num campinho de futebol.
Minha mãe estava ajudando a fazer mandioca frita e estava cheio de pessoas, crianças e adultos esperando a mandioca ser feita. Foi quando chegou um helicóptero grande e me pegou e todas as crianças. Fomos pro estádio do Corinthians e jogamos muito. Depois ganhamos uma camisa do Corinthians nova com autógrafo do Dentinho e do Ronaldo e de muitos outros. Comemos lanche, mas eu achei legal foi ganhar uma camisa do Corinthians, um autógrafo dos jogadores do Corinthians e andado de helicóptero.

Renan Alves da Silva

domingo, 4 de outubro de 2015

Todas as segundas, das 14h às 17h
(Na imagem, o horário está errado, gente!)

quilombaque

Conhece o Quilombaque? 

Não? 

Chega lá, por AQUI.

sarau sexta à noite na padre anchieta com quilombaque

Marcos Gomes, A.O. de literatura, lê poema

Quilombaque abrindo o sarau

Biblioteca luminosa!

Faz algum tempo, mas só agora conseguimos postar as fotos do Sarau na Biblioteca Padre José Anchieta, com a presença do Quilombaque, dentro da ação Bibliotecas na Rua. Teve lançamento de livros, batucada e muita poesia no microfone (o artista orientador da Biblioteca Érico Veríssimo, Marcos Gomes, e a artista orientadora da Biblioteca Nuto Sant'Anna, Carla Kinzo - que começava um trabalho ali, naquela biblioteca engajada! - leram poemas de seus vocacionados). As fotos ficaram escuras, mas a noite foi muito luminosa.

terça-feira, 29 de setembro de 2015


No segundo dia de encontro do Vocacional Literatura na Biblioteca Padre Anchieta, tivemos o prazer em ouvir os causos maravilhosos da Jô, que, por vinte e oito anos contou histórias na Biblioteca Padre José Anchieta. Foi seu último dia por lá e o que ela contou ressoou em nossos textos - e em nossas memórias. 

produção de texto



Texto do Douglas Oliveira da Silva, escrito a partir de uma história oral, recontada em um encontro.

apareçam!


O Vocacional Literatura está agora na Biblioteca Padre José Anchieta, em Perus. 
Sempre às segundas, das 14h às 17h. E gratuito! 
As inscrições podem ser realizadas na Biblioteca e... é só chegar. Se você tem interesse pela palavra, escrita, dita, cantada, escondida, cifrada, apareça!